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“Um ponto,
Uma vírgula,
Uma história…
a se viver.”
- Barbara Itiel -

“Das estrelas ao seu olhar” - Capítulo 9
Clara foi descendo a boca pelo seu pescoço, dando leves mordidas. Beijando seu colo, acariciando seus seios com uma das mãos e beijando com delicadeza o outro.
Foi explorando cada pedaço do seu corpo, lhe proporcionando um prazer que a muito não sentia.
Ao chegar ao sexo de Vitoria não pensou nem duas vezes, precisava sentir o sabor daquela mulher que tinha lhe feito se sentir tão completa.
Passou a pontinha da língua de vagar pelo seu clitóris, sentindo o seu gosto, ouvindo seus gemidos e por fim não aguentou mais se segurar e começou a chupa-lo com mais vontade com mais desejo. Aquele gosto a estava deixando louca e vendo Vitoria chegar ao gozo acabou gozando junto. Subiu o corpo de Vitoria beijando cada pedacinho de pele que encontrava e por fim se entregando aos seus lábios em um beijo que só acabou quando as duas precisavam de ar.
- Tem certeza que você nunca ficou com mulher?
- Tenho sim por quê? – Perguntou se levantando, será que ela ainda creditava naquela besteira que a Gabi falou?
- Ei calma linda é que se você realmente nunca ficou com mulher antes, tenho uma declaração a fazer. Você nasceu pra ser lésbica. – Falou sorrindo.
Nesse momento o telefone de Clara tocou trazendo ela de volta a realidade, atendeu sem nem ver quem era.
- Clara onde você esta? Tô te esperando a mais de meia hora.
- Nossa Deh, desculpa. Que horas são? Perdi total noção do tempo.
Tinha se esquecido completamente que tinha combinado de se encontrar com Deh para matarem a saudades e colocar os assuntos em dia.
Deh não morava em Caxambu há alguns anos e só ia para lá em alguns finais de semana ou feriados para ver a família.
- Ai só você mesmo viu, aonde você esta que vou te buscar, não aguento mais ficar te esperando. – Falou um pouco irritada.
- Estou no escritório ainda, vou só guardar umas coisas e estou saindo. Te espero na porta. – Falou já desligando o computador e juntando uns papeis que precisava levar para casa, estava com tanta pressa que nem percebeu que Vitoria estava a observando.
- Tudo bem, já estou indo e vê se não demora mais em, beijos até. – Desligou sem nem mesmo deixar Clara se despedir.
Colocou alguns papeis na bolsa e já ia saindo quando deu de cara com Vitoria parada no batente da porta à olhando.
- O que foi Vitoria algum problema?
- Não, problema algum Clara é que achei estranho você ainda estar por aqui e vim ver se estava tudo bem.
- Estou ótima, só perdi a noção do tempo mesmo, mas já estou de saída. – falou passando por vitória.
- ok, boa noite. – Falou uma Vitoria sorridente.
- Boa noite.
Clara saiu sem nem olhar pra trás. Depois de tudo que ficou relembrando durante aquele dia não podia se dar ao luxo de ficar muito tempo próximo a Vitoria.
Quando chegou à rua já deu de cara com Deh parada na frente do escritório, com o volume do carro alto como sempre.
Enquanto Clara entrava no carro Deh viu Vitoria parada na janela as observando, sem nem pensar muito já puxou a amiga para um abraço apertado.
- Ai cachorrinha que saudades estava de você. – Falava enquanto abraçava uma Clara que já estava ficando sem ar.
- Também estava com saudades de você Deh, mas se continuar me apertando assim vou morrer sem ar antes mesmo de você conseguir matar essa saudades toda. – Falou se afastando do abraço da amiga e lhe dando um beijo carinhoso no rosto. – E então vamos ao nosso jantar porque estou faminta. – falou sorrindo.
- Também não é pra menos, viu que horas são? Não me falando que estava fazendo hora extra por causa daquele ser que esta pendurado na janela nos observando eu já te perdoo.
Ao ouvir isso Clara logo se virou para ver do que ela falava, ao ver Vitoria na janela olhando diretamente para ela, fechou o vidro do carro que era escuro e se virou para Deh dizendo:
- Não amiga, na lábia dessa dai não caiu mas não. Muito pelo contrario passei a tarde me lembrando de como tudo aconteceu na minha vida.
- Como assim como tudo aconteceu Clarinha? – Falou ligando o carro e saindo.
- Como me descobri, como conheci aquele ser lá. Essas coisas. Engraçado como minha vida virou de cabeça para o ar de uma única vez sem eu nem saber direito o que estava acontecendo.
- Pior ne amiga, lembro direitinho quando te conheci. Você não prestava um centavo. Não podia ver um rabo de saia nunca vi. Nem eu escapei da lábia da dona Clara Albuquerque. – Falou sorrindo.
- Verdade né Deh. – Com isso começou a rir.
Conheceu de em uma noite que estava com algumas amigas na rua, tocando violão e bebendo, Deh estava com uma amiga e logo elas se juntaram a nós. Eu que não prestava muito na época peguei o violão e comecei a cantar varias músicas encarando ela, mas nada disse e quando cheguei em casa ela já estava me adicionando em msn, facebook e no outro dia as 7 da manhã estava na porta da minha casa ao beijos comigo.
- Ficamos naquela putaria o que Deh, uns dois meses?
- Mais ou menos por ai. – Deh falou prestando atenção na rua.
Depois daquele quase dois meses as duas viraram amigas inseparáveis, uma sempre sabia da vida da outra e assim tem sido nesses últimos dois anos.
Chegando ao restaurante logo fizeram os pedido, estavam as duas mortas de fome.
Assim que o garçom se afastou Deh foi logo interrogando.
- Quem é ela?
- Como assim quem é ela?
- Não me enrola vai Clara, você só fica voltando ao passado quando conhece alguém que acha que vale a pena, ai você vai lembra de tudo que já aconteceu, se tortura um pouco e fica nessa de que é melhor ficar sozinha.
Realmente Deh estava certa, sempre que aparecia uma mulher na sua vida ela fazia isso, pra quem sabe não se apegar a mais ninguém. Pelo menos assim ela não se machucava mais e nem machucaria ninguém.
- Ai não é nada sério Deh, nem mesmo conheço a menina pessoalmente. Por mais que eu tenha essa sensação estranha que já a conheço e nunca a vi.
- Certo mais se é isso mesmo que esta dizendo o porquê dessa sua voltinha no passado em? Estava sentindo saudades da Vitoria era? – Falou com ironia.
- Para de ser boba – falou jogando uma bolinha de guardanapo na amiga. – Não sei te explicar o porquê só sei que de alguma forma essa menina invadiu a minha cabeça e por mais que só tenha falado com ela uma vez vivo pensando nela. Sei lá acho que estou ficando louca.
- Deve ser falta de sexo amiga. – falou sorrindo. – Não mais agora falando sério vai. Essa MENINA por acaso tem nome ou vamos chama-la assim mesmo?
- Claro que tem né sua palhaça. O nome dela é Fernanda. – Falar o nome dela me dava um gosto bom na boca.
- Hii já entendi tudo, só de ver esse brilhinho no seu olho e você falando o nome dela assim, você já se encantou ne amiga. E tenho certeza que conhecendo você como eu conheço. Você não sossega enquanto não conseguir essa mulher pra você. – Falou bebendo um gole da sua cerveja.
- O pior é que sei disso Deh, por isso hoje acabei voltando ao passado pra ver se tirava isso da cabeça. – falou em um suspiro.
- Calma Clarinha, porque você não faz assim, antes de tentar qualquer coisa descobre qual é a dessa Fernanda, conhece ela. Eu sei que pra perceber pequenas coisas que dizem muito em alguém você é a melhor então fica calma e se tenta alguma coisa se você achar que vale a pena. – Falo segurando a mão de Clara sobre a mesa.
- Tudo bem Deh, vou fazer isso. Afinal o máximo que pode acontecer é depois disso tudo é fazer uma nova amizade certo?
- Bem isso amiga, mas eu sempre vou continuar sendo a número um dessa sua listinha de amigas ai em. – falou sorrindo.
Depois disso o jantar correu a base de conversas amenas e muitas risadas. Já era bem tarde quando Clara chegou em casa. Foi tomar um banho e foi pra frente do computador, afinal seu dia de viagem ao passado a deixou cheia de trabalho atrasado.
Aproveitando que estava na internet decidiu deixar o Facebook aberto e abriu um de seus sorrisos mais lindos ao perceber que Fernanda estava online.
Por: Tabita Lima

“Das estrelas ao seu olhar” - Capítulo 8
Depois daquele dia Clara tentou retomar sua vida como antes mais as coisas estavam confusas de mas na sua cabeça, porque agora tinha algo mais ou melhor, alguém mais.
Vitoria e Clara começaram a se falar diariamente e apenas uma coisas não saia da cabeça de Clara.
Quando ela perguntou a Vitoria o porquê dela aceitar tudo que a Gabi faz com ela não esperava que a resposta dela fosse mexer tanto com ela.
- Clara conheço a Gabi há muitos anos, um amigo nos apresentou. Ela era toda lindinha, cantora com a voz parecida com a da Ana Carolina, se mostrou inteligente, responsável e me apaixonei.
Ela não morava na mesma cidade que eu e fomos ficando, logo começamos um namoro a distancia e ela foi morar comigo, depois disso comecei a ver a Gabi de verdade, não aquela Gabi que me impressionava falando sobre tudo mais sim aquela que decorava frases bonitas, uma Gabi fútil que só se preocupava consigo e que não podia ver um rabo de saia.
Mas fazer o que, eu já a amava e não tinha mais o que fazer. Enquanto ela morava comigo eu a controlava, mas depois quando o pai dela morreu ela voltou a morar com a mãe e longe não tinha mais como controla-la.
Quando descobri as primeiras traições quase morri, chorava como uma louca, não comia, não vivia ,mas mesmo assim terminei com ela.
Sofri muito sem ela, mas ela não me deixava ir, vivia atrás de mim e com isso a minha carência, aquela coisa de se sentir sozinha no mundo sabe? Veio com tudo e acabava voltando.
Terminamos muitas vezes depois disso, até que percebi que aquele amor todo já não existia e se hoje eu aceito o que ela faz é porque tenho medo de ficar sozinha.
Aquelas palavras ficaram martelando na cabeça de Clara, como pode uma pessoa viver assim por medo de ficar sozinha?
Com o tempo ela foi vendo em Vitoria uma pessoa diferente do que ela imaginava, ela era inteligente, sincera, divertida e se preocupava tanto com ela que ela acabou se encantando.
Mas esse encantamento não veio de um lado só, ele era reciproco.
Só que entre elas além da distância existia Gabi e nem Vitoria nem Clara fariam nada enquanto isso não estivesse resolvido.
Numa quarta-feira ao sair da escola Vitoria ligou para Clara falando que não aguentava mais tudo isso e que tinha terminado com Gabi, porque já não conseguia mais tira-la da cabeça.
Com isso Clara não pensou duas vezes, arrumou suas coisas e pegou o primeiro ônibus para a cidade de Vitoria.
No caminho ela percebeu que não sabia o que estava fazendo, Vitoria era diferente dela, 8 anos mas velha e muito mais experiente. O que ela iria fazer, nunca antes tinha ido para cama com uma mulher e nem imaginava o que deveria fazer.
Foi com esses pensamentos que Clara chegou à rodoviária de Santa Rita do Sapucaí, quando ela desceu do ônibus estava chovendo, e ela logo viu Vitoria, baixinha perto da altura de Clara, se abraçaram meio sem jeito e foram para a casa de Vitoria.
No caminho Clara mal falou, estava tão nervosa que nem sabia o que dizer, ao entrarem foram direto para o quarto de Vitoria para poder deixar suas coisas.
Ao entrarem no quarto o inevitável aconteceu:
- Esperei muito tempo para fazer isso, não aguento mais esperar – Falou Vitoria já empurrando Clara na parede e a beijando, saboreando aquela boca com que tanto sonhou nas ultimas semanas.
Clara sem reação só retribuía o beijo no inicio foi um beijo calmo, mas logo foi ficando mais exigente e quando as duas já estavam sem fôlego se separaram um pouco.
- Vick, eu preciso te falar uma coisas. – falou olhando para baixo, sentindo vergonha de si mesma.
- Pode falar Clarinha, o que foi?
- É que…
- É que??
- Bom eu… bem eu nunca fui para cama com uma mulher é isso. – Falava sem conseguir olhar de volta para Vitoria, por isso não viu a cara de surpresa que a mesma fez.
- Como assim nunca? A Gabi falou que ficou com você… – Falou sem conseguir acreditar no que tinha acabado de ouvir.
Clara ao ouvir isso começou a andar pelo quarto nervosa, não acreditava que Gabi teve coragem de mentir falando isso dela, se ela falou isso para a Vitoria o que não anda falando por ai?
- Ela é louca, nunca fui pra cama com ela. Todas as vezes que ficamos só foram beijos e nada mais… como ela pode estar falando isso de mim? – falava irritada sem parar de andar pelo quarto.
Vitoria se aproximou dela e a abraçou.
- Calma Clarinha, tudo bem eu acredito em você e a Gabi só deve ter falado isso para se vangloriar. Afinal quem não gostaria de te ter na cama? – sorriu para Clara tentando a acalmar.
- Também não é assim Vitoria, nem sou tudo isso e outra posso ser péssima na cama afinal nunca fiz isso antes.
- Se a dúvida é essa vamos descobrir isso agora. – falou sorrindo e voltando a beijar Clara.
Clara não sabia o que iria acontecer, mas ao sentir os lábios de Vitoria nos seus, ela a puxando pela cintura, colando mais seus corpos sentiu um arrepio na espinha, já podia até sentir sua calcinha molhada.
Vick a beijava com tanta vontade e com tanto carinho que Clara foi se deixando levar.
As mãos de Vitoria foram descendo aos poucos, passando pelas suas costas, fazendo a sentir leves arrepios, mordia seu lábio inferior, beijava seu pescoço, dava leves mordidas nele enquanto suas mãos passeavam pelo seu corpo, costas, barriga e quando ela a puxou pela bunda para mais perto não conseguiu controlar um gemido baixo.
Com calma Vitoria foi tirando sua blusa, beijando sua barriga e nesse ponto Clara já não pensava mais, só se entregava.
Vitoria a deitou na cama e tirou sua própria blusa, deitando sobre ela, voltando a beijar-lhe a boca, o pescoço e quando chegou ao peito o gemido foi mais alto.
Clara estava insegura mais deixava as coisas acontecerem, sentir os carinhos de Vitoria no seu corpo estava lhe dando um prazer nunca antes sentido.
Sem mas conseguir se controlar Vitoria a despiu completamente se despindo em seguida se deitando sobre Clara.
Os corpos unidos, em uma sincronia perfeita, proporcionava muito prazer as duas, causando uma sinfonia de gemidos entre elas.
- Isso, continua gemendo gostoso para mim vai – Falava uma Vitoria cada vez mais excitada.
Sem esperar mais Vitoria desceu a boca pelo seu corpo, chegando rapidamente em seu sexo e ali começou a chupa-la devagar, brincando com o seu clitóris inchado de desejo.
Hora fazia movimentos circulares, hora a sugava e aquilo foi ficando insuportável, não aguentava mais aquela agonia.
E percebendo que aquela tortura continuaria por muito tempo…
- Aiii… Vi..ck… não… me tortura… mas.. haaa – Falava com dificuldade entre um gemido e outro.
- Então me fala linda, o que você quer que eu faço.
- Me faz… Gozarrr….
Ao ouvir isso Vitoria não aguentou mais ficar naquela tortura que não era apenas com Clara mais também com ela que estava louca para senti-la gozando ali na sua boca e com isso foi movimentando a língua cada vez mais rápido e logo sentiu o corpo de Clara tremer e explodir em um gozo delicioso.
Por alguns minutos ficou ali se embriagando com aquele gozo deliciosa e depois de bebê-lo todo até não restar nem uma única gota foi subindo beijando cada parte do corpo de Clara que ela encontrava, até chegar a sua boca e beija-la, fazendo-a sentir o seu próprio gosto.
Clara ainda recuperava o fôlego, nunca tinha sentido tamanho prazer na vida mais sabia que ainda não tinha acabado, porque ela sentia uma vontade louca de também tocar Vitoria então sem nem pensar duas vezes trocou de lugar com Vitoria, ficando por cima dela.
- O que você esta querendo fazer em? – Perguntou Vitoria sorrindo
- Logo você vai descobrir – voltou a beija-la. – Nunca te contei que aprendo rápido? Agora é minha vez
Por: Tabita Lima


” Aparentemente essa é a reação humana básica ao medo,a gente chama de resposta de luta ou fuga.Quando algo nos amedronta nossa primeira resposta é correr e bem depressa na direção oposta.A segunda resposta é realmente muito difícil,é quando você ignora todo o seu instinto e ao invés de correr,você fica e luta.” - Dance Academy
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